O líder da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, mostrou-se hoje confiante de que a paz seja alcançada até finais de novembro, na sequência das negociações em curso para pôr fim à crise político-militar.

Quero prometer ao povo que a paz será encontrada de novo, se calhar dentro de meses. Não quero acreditar que a gente passe as festas do Natal ainda com os conflitos. Acredito que até finais de novembro, ou até meados, a paz volte para o povo em Moçambique", disse o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) em declarações à agência Lusa, nesta sexta-feira.

Na semana em que se assinalou o 24.º aniversário da assinatura do acordo que pôs fim a 16 anos de guerra civil, a 4 de outubro de 1992, Dhlakama reiterou que o chamado Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, tem sido sistematicamente violado pelo partido no poder desde 1975, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

Apesar do otimismo quando a um acordo de paz, Dhlakama não aceita um cessar-fogo, previsto pela mediação internacional das negociações em curso. Para o líder da oposição, só haverá tréguas quando for assinado um acordo de paz com a Frelimo.

Se há guerra é porque há um motivo qualquer. Primeiro encontramos a solução do problema, depois cessamos fogo de uma vez para sempre. Agora se cessarmos fogo hoje de emoção e um mês depois continuarmos, estaríamos a brincar com o povo", disse o dirigente que recusa um encontro pessoal com Filipe Nyusi nesta fase das negociações.