Um ato “criminoso e que vai contra o Islão”. É desta forma que o presidente do Afeganistão classificou o assassínio de uma mulher de 22 anos por membros dos talibãs, que no dia 24 de outubro a apedrejaram até à morte, por alegadamente ter cometido adultério.
 
A mulher, identificada apenas como Rokhshana, foi colocada num buraco fundo, de pé, e apedrejada por um grupo de homens, enquanto outros assistiam. Um vídeo da execução foi divulgado na internet, porém a sua autenticidade não foi confirmada.
 
O homicídio aconteceu numa vila a 45 quilómetros da capital da província de Ghor, Firozkoh, uma área do país controlada pelos extremistas.
 
Segundo a agência Associated Press, que cita o porta-voz do governador da província, a mulher foi capturada pelos talibãs depois de ter fugido de casa com o namorado de 19 anos. O casal foi considerado culpado de ter tido relações sexuais, e a mulher condenada por ter fugido de casa e por adultério, já que estava noiva de um homem com quem não queria casar. A mulher já seria divorciada, segundo a mesma fonte.
 
Em comunicado, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou o ato bárbaro e já criou uma equipa para investigar o incidente, que terá de o informar pessoalmente dos resultados.
 
O apedrejamento é uma forma de execução proibida pela constituição do país, porém é vista como legítima sob a lei islâmica.