Pelo menos 150 talibãs morreram e outros 90 ficaram feridos na operação militar que levou à recuperação do controlo da cidade de Kunduz, no norte do Afeganistão, sitiada pelos rebeldes desde segunda-feira, anunciou o governo afegão nesta quinta-feira.

O Ministério da Defesa do Afeganistão informou que  a operação militar iniciada durante a noite permitiu retomar o controlo de Kunduz nas primeiras horas de hoje com a recuperação chave, pelas 07:00 locais (03:30 em Lisboa) da “estratégica colina Bala-Hesar".

“A operação continua agora nos arredores de Kunduz, na área de Sedarak, mas a resistência do inimigo é débil", acrescentou o Ministério da Defesa, que assegurou, em comunicado, não haver civis entre as vítimas mortais.

Forças especiais da NATO chegaram na quarta-feira a Kunduz "para aconselhar os seus parceiros afegãos", segundo um porta-voz da organização. 

As forças especiais integram tropas dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e da Alemanha, acrescentou uma fonte militar ocidental à AFP, que não especificou o número. 

O departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) admitiu na terça-feira que a ocupação da cidade de Kunduz era “um revés”. 

Numa conferência de imprensa, o porta-voz do Pentágono, Peter Cook, indicou que “obviamente” que a ocupação da cidade pelos talibãs era "um revés”, mas que durante as últimas semanas as forças de segurança afegãs tinham “respondido aos desafios” e que estavam "a fazer o mesmo nesta ocasião”. 

“Temos confiança na sua capacidade de derrotar os talibãs em Kunduz. Foi claramente um contratempo e portanto não estou certo que mereça um novo cálculo sobre as forças dos talibãs, mas reflete a ameaça diária que enfrentam as forças de segurança do Afeganistão”, apontou Cook.