O Presidente ucraniano Petro Poroshenko afirmou, esta quinta-feira, que a Ucrânia deveria estar pronta para se candidatar à integração na União Europeia em 2020. Para isso, Poroshenko anunciou a implementação de medidas estratégicas para os próximos seis anos, em conferência de imprensa.

«Esta estratégia contempla 60 reformas e programas especiais que vão preparar a Ucrânia no sentido de se poder candidatar à integração na União Europeia, dentro de seis anos», afirmou.

Segundo o líder ucraniano, as reformas pretendem afastar as práticas de corrupção, descentralizar o poder e trabalhar para a independência energética.

Num acordo estabelecido a 16 de Setembro, o Parlamento ucraniano já tinha estreitado os laços com a União. No entanto, parte desse acordo acabou por ser adiado até Janeiro de 2016, para apaziguar a forte oposição da Rússia à aproximação entre ucranianos e estados-membros.

O país liderado por Vladimir Putin já se manifestou contra a adesão dos ucranianos à UE. Além disso, a Rússia também não quer que a Ucrânia se junte à NATO.

Porém, apesar das intenções ucranianas, quer os analistas ucranianos, quer os analistas estrangeiros afirmam que, se Kiev quiser fazer parte da UE, tem de criar reformas políticas e económicas muito eficientes para compensar anos de uma má governação, pautada pela corrupção.

Poroshenko aproveitou também para sublinhar que, pela primeira-vez em muitos meses, não houve mortes nem feridos nas últimas 24 horas devido ao conflito entre separatistas pró-russos e tropas ucranianas. O líder ucraniano afirmou que as tréguas de cessar-fogo parecem finalmente «começar a resultar».

Recorde-se que o conflito no leste do país, entre os separatistas e os ucranianos, terá feito mais de três mil mortos.