Adel Termos, de 32 anos, foi considerado um herói depois de ter sacrificado a própria vida para evitar que o ataque levado a cabo pelo Estado Islâmico na última quinta-feira, em Beirute, Líbano, não tivesse proporções maiores.

Termos estava com a filha num mercado da cidade quando ouviu uma forte explosão e viu um homem com um colete de explosivos a aproximar-se. Perante a ameaça eminente, o homem não pensou duas vezes: correu na direção do bombista suicida e derrubou-o. Já no solo, o suicida acabou por detonar os engenhos explosivos, matando Adel.

A atitude heróica levou a que salvasse não só a filha, mas também muitas pessoas que se encontravam nas imediações do mercado.

A história foi contada por Elie Fares, um médico e blogger libanês, que pretende chamar à atenção para o tratamento desigual por parte dos media internacionais em relação à cobertura dos atentados de Beirute e Paris.

“Quando morre gente da minha terra, nenhum país se dá ao trabalho de decorar os edifícios emblemáticos com as cores da bandeira (…) Esta morte foi uma gota nas notícias internacionais, situação normal no que toca a estas partes do mundo”, afirma.


Adel foi homenageado na última sexta-feira. O caixão foi coberto com uma bandeira do Hezbolá e acompanhado por um cortejo fúnebre pelas ruas da cidade. Durante o funeral, dois dos filhos de Adel transportaram uma fotografia sua.

O atentado, que matou 41 pessoas e fez 200 feridos, ocorreu no bairro Burj al Barajneh, controlado pelo grupo xiita libanês Hezbolá, que se encontra na Síria a lutar contra o Estado Islâmico.