A Audiência Provincial de Palma de Maiorca, Espanha, decidiu manter a irmã do rei Felipe VI, a infanta Cristina, como arguida no processo conhecido como o caso «Nóos». A infanta continua acusada de delitos fiscais, mas os juízes acabaram por arquivar as acusações relativas ao branqueamento de capitais. 

No auto dado a conhecer esta sexta-feira, o tribunal confirma que a procuradoria anticorrupção e as acusações particulares e popular podem agora formular uma acusação contra a infanta e pedir que seja julgada.

A decisão dos juízes Mónica de la Serna, Juan Jiménez e Diego Gómez Reino, surge no seguimento do recurso apresentado, em junho, pelo procurador anticorrupção, Pedro Horrach, contra a decisão do juiz José Castro em manter a infanta como arguida.

Recorde-se que o escândalo de corrupção que abalou a monarquia espanhola envolve o marido da infanta, Iñaki Urdangarin, suspeito de ter desviado milhões de euros de fundos públicos por meio do Instituto Nóos, uma sociedade filantrópica a que presidiu entre 2004 e 2006.

Iñaki Urdangarin defraudou o fisco em 337 mil euros

A Agência Tributária espanhola (AEAT) confirmou através de um extenso relatório, que o marido da infanta defraudou o Fisco em 337.138 euros. 

O nome da infanta foi citado por Diego Torres, ex-sócio de Urdangarin que também é acusado na investigação. Segundo Torres, Cristina sabia das atividades ilegais do marido, uma vez que fazia parte do conselho de administração do Nóos.