O estabelecimento de um pacto para combater as alterações climáticas depende de as nações ricas se comprometerem em termos de financiamento, advogou esta segunda-feira hoje o Presidente francês, que alertou para “os riscos de fracasso” da conferência de dezembro.

“Não vai haver acordo (…) se não houver um compromisso firme no financiamento” dos países em desenvolvimento


Hollande falava durante a reunião entre ministros e representantes de 57 Estados na capital francesa, que vai acolher a cimeira, para discutir precisamente esta questão.

A conferência, realizada no âmbito da Organização das Nações Unidas, vai decorrer entre 30 de novembro e 11 de dezembro em Paris.

O objetivo é então definir um pacto universal para responder à ameaça das alterações climáticas.

Os Estados Unidos apresentaram no final de março, formalmente, a sua estratégia às Nações Unidas para combater as alterações climáticas. No documento, os norte-americanos comprometem-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 28 por cento até 2025. 

Esta é a meta mais ambiciosa da administração Obama na luta contra o aquecimento global, mesmo enfrentando resistência interna (os republicanos estão a fazer do assunto uma arma de ataque político, dizendo que o governo declarou uma «guerra contra o carvão», ameaçando a economia e o setor da energia) e os atrasos do exterior no que toca a compromissos.