Ainda não foi desta que a União Europeia se entendeu para responder ao acolhimento de refugiados. Em Bruxelas, depois da reunião extraordinária de ministros do Interior da UE, a ministra portuguesa da Administração Interna deu conta do adiamento dessa decisão. 

Anabela Rodrigues disse que a proposta da Comissão seria aceite por Portugal, mas a decisão jurídica ficou adiada, previsivelmente, para 8 de outubro, cita a Lusa.

O governo português apoiou a proposta de recolocação de 120 mil refugiados apresentada pela Comissão Europeia: cerca de 3.000 a receber em Portugal, sendo que o número que ficou "solidificado" foram cerca de 1.500 pessoas para Portugal.  

"Portugal manifestou desde o primeiro momento disponibilidade para participar no esforço de acolhimento dos refugiados".


Seja como for, não foi possível ainda chegar a acordo a 28. 

A ministra rejeitou ainda assim que se esteja a assistir a mais um falhanço da UE, considerando que a União Europeia "está a dar passos seguros, firmes", e a "caminhar no sentido de encontrar a melhor solução".

A reunião de hoje durou várias horas e chegou-se a falar no acolhimento de 160 mil pessoas - 40 mil "em clara necessidade de proteção internacional". Quanto às outras 120 mil pessoas, seria assunto para o próximo Conselho Europeu. Mas o encontro acabou sem consenso formalizado quanto a tudo. Ou a nada. 

Já se antecipava que ia ser difícil alcançar um entendimento, porque vários países colocaram entraves, não só em relação ao número de refugiados, como em relação às quotas por país.