Os eurodeputados querem tornar obrigatório o mecanismo de acolhimento de refugiados. Foi aprovada esta quinta-feira, na comissão de Liberdades Cívicas do Parlamento Europeu, uma resolução no sentido de que esse mecanismo passe a ser permanente e obrigatório e que possa ir além das 40 mil pessoas a acolher inicialmente, se assim se justificar. 

A resolução mereceu 42 votos a favor e 14 contra e exige mais do que aquilo que aprovaram os chefes de Estado e de governo da União Europeia.

Sob proposta da Comissão Europeia, os 28 países aprovaram em junho repartir entre si, nos próximos dois anos, 40.000 refugiados da Síria e Eritreia que estão na Grécia e na Itália e que serão relocalizados nos países da UE.

No entanto, os Governos dos 28 aceitaram apenas que o acolhimento desses refugiados seja feito com base em quotas voluntárias, rejeitando a proposta da Comissão Juncker de quotas obrigatórias, com o número de pessoas a acolher definido à partida.

Para se ter uma ideia, só os refugiados sírios ascendem a quatro milhões de pessoas

A resolução hoje aprovada no Parlamento Europeu coloca ainda uma referência à rota dos Balcãs Ocidentais - Turquia, Grécia, Bulgária, Hungria - já que é cada vez mais usada por pessoas fogem da guerra e de perseguições.

Os deputados propõem ainda que aos requerentes de asilo seja dada a possibilidade de, antes de serem realocados, de fazerem uma escolha dos Estados-membros para onde gostariam de ir por ordem de preferência, em função de critérios como os laços familiares, sociais e culturais, como língua, estadias anteriores, estudos ou experiência de trabalho.