Uma investigação do Centro de Integridade Pública (CIP) de Moçambique divulgada hoje aponta a corrupção como a «causa oculta» do elevado índice de sinistralidade rodoviária do país, cuja mortalidade associada está entre os 25 piores do mundo.

De acordo com a organização, especializada em questões de transparência e integridade na administração pública, as discussões públicas sobre a elevada taxa de acidentes rodoviários e de mortalidade nas estradas moçambicanas estão a ignorar o fator corrupção, que considera «institucionalizada» nas entidades responsáveis pela «formação, regulação e fiscalização» de condutores e veículos.

«O debate sobre a sinistralidade rodoviária em Moçambique ignora, completamente, a corrupção nas escolas de condução, Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), Polícia de Trânsito, Polícia Municipal, Ministério da Saúde e as instituições vocacionadas para a inspeção de viaturas», acusa o CIP no relatório «Corrupção: a causa oculta dos acidentes de viação».