Um tribunal de Santiago de Compostela ordenou que a polícia faça a recolha do depoimento, como acusado, do maquinista do comboio que descarrilou ontem à noite, causando a morte de 80 pessoas.

Fontes do Tribunal Superior de Justiça da Galiza informaram a Agência Efe que o depoimento do maquinista, que permanece internado, vai acontecer esta quinta-feira diante da Polícia Judiciária, e não de um juiz.

A decisão de recolher o depoimento do maquinista aconteceu depois de um juiz de instrução ter aberto um inquérito para investigar as causas do acidente.

A prioridade das autoridades neste momento é terminar os trabalhos de resgate e o levantamento dos corpos na via férrea. Depois desse trabalho, o juiz vai concentrar-se na investigação do acidente, que provavelmente incluirá o interrogatório do acompanhante do maquinista, dos passageiros e das testemunhas.

Fontes da investigação informaram a Efe que, após o acidente, o condutor reconheceu que o comboio estava a uma velocidade de 190 km/h numa curva onde o limite era de 80 km/h. O maquinista manteve contactos por rádio assegurando que o comboio seguia a uma velocidade muito maior do que a indicada na curva onde aconteceu o acidente.