As forças políticas da Malásia, habitualmente divididas colocaram esta quarta-feira de lado as diferenças ideológicas para condenar o derrube do avião da Malaysia Airlines e pedirem o julgamento dos responsáveis de um «crime hediondo».

Com o chefe do Governo, Najib Razak, a liderar os ataques condenando o abate do avião e classificando o ato como «violento e cruel», o parlamento de Kuala Lumpur cumpriu um minuto de silêncio em memória das 298 vítimas, 44 das quais da Malásia.

Najib Razak, que na terça-feira tinha anunciado um acordo inovador com os rebeldes pró-russos, que controlam a região, para libertarem os corpos das vítimas e entregarem as caixas negras do aparelho, acusou-os, no entanto, não estarem a facilitar um acesso completo, bem como de não terem respeitado o local perante normas internacionais para garantir a recolha de provas ou que estas não fossem adulteradas.