O navio que quarta-feira se afundou na Coreia do Sul num acidente que tem nove mortes confirmadas e conta ainda com 288 desaparecidos desviou-se da rota e efetuou uma manobra brusca, revelou a Guarda Costeira, para quem a ação poderá justificar o acidente.

Depois de interrogar o comandante da embarcação e outros membros da tripulação, os funcionários da Guarda Costeira revelaram à imprensa da Coreia do Sul que o navio, que transportava 475 pessoas a bordo, a maioria estudantes, se desviou da rota recomendada pelas autoridades do país quando fazia a ligação entre Incheon, noroeste, e a ilha de Jeju, no sul do país. Além disso, acrescentaram, o navio efetuou uma manobra brusca de mudança de rota, em vez de efetuar a manobra de forma gradual nas águas da costa sudoeste da Coreia do Sul.

As equipas de resgate retomaram as buscas para encontrar os 288 passageiros ainda desaparecidos, mas a operação está a ser prejudicada pelas más condições atmosféricas.

Segundo os últimos dados oficiais, tornados públicos pelas autoridades sul-coreanas, a bordo do navio Sewol estariam 475 pessoas: oito foram encontradas mortas e 179 passageiros foram resgatados com vida e transportados para o hospital, com vários ferimentos, fraturas ou queimaduras.

A bordo estavam 325 estudantes de uma escola do sul de Seul que viajavam para a ilha de Jeju. Ainda haverá pessoas com vida dentro do ferry. O pai de um dos estudantes relatou que recebeu um telefonema do filho a dizer isso mesmo.

A reação das autoridades está a ser alvo de críticas por parte dos familiares dos passageiros do ferry, que mostram desagrado pela demora dos trabalhos de resgate, bem como pela falta de informação.