Mais de dez mil tunisinos manifestaram-se no domingo, a favor e contra o governo, durante um protesto frente à Assembleia nacional constituinte (ANC), três dias depois do homicídio do deputado da oposição Mohamed Brahmi, que afundou a Tunísia numa crise política.

Entre quatro e cinco mil manifestantes, incluindo vários deputados e dirigentes da oposição, reuniram-se no final do dia na praça de Bardo, onde fica situado o palácio da ANC, no oeste de Tunes, para exigir a demissão do governo e a dissolução da assembleia dominada pelo partido islamita Ennahda.

Ao início da noite, um apelo largamente difundido pelas redes sociais foi lançado pela «Frente de Salvação Nacional da Tunísia», recentemente criado, pedindo aos tunisinos para participarem em massa no acampamento de protesto ('sit-in') «assim que a segurança da concentração foi garantida pelo próprio ministro do Interior».