Um rapaz de apenas 13 anos, residente em Llandudno, Reino Unido, foi acusado de violar uma menina com menos de 8 durante cerca de dois anos, para satisfazer fantasias resultantes da sua adição por pornografia.

O tribunal de Mold Crown, que ouviu o rapaz, não o condenou a uma pena de prisão, mas a três anos de reabilitação juvenil com supervisão e ordem de residência no centro de acolhimento onde já se encontra.

O tribunal desconsiderou a pena de prisão depois de saber que o jovem também sofreu de abusos por parte da mãe e do seu companheiro, e por já estar por vontade própria a procurar ajuda para o seu vício de pornografia.

As violações e tentativas de violação ocorreram quando o jovem tinha entre 10 e 12 anos, altura em que o rapaz procurava reproduzir algumas das cenas «extremas» que via em filmes pornográficos na Internet. Na sessão em tribunal admitiu as acusações de violação e tentativa de violação.

Segundo informações do «Daily Mail», o juiz Niclas Parry, que julgou o caso, disse que o rapaz cresceu num ambiente «que não possuía limites sexuais» e como resultado, o jovem já não sabia o que era «normal».

A advogada de defesa Elen Owen, disse que o jovem foi sujeito a abusos físicos, verbais e emocionais durante sete anos por parte da mãe e companheiro e que os seus atos se baseavam também em satisfação emocional, além da gratificação sexual.

A mãe da criança sabia que alguma coisa de natureza sexual estava a acontecer e sabia que o filho passava horas a visualizar imagens e vídeos na Internet indecentes para a sua idade.

O jovem estava já a procurar ajuda para definir limites próprios e auxílio terapêutico para a sua alegada adição de pornografia. A sentença procura reabilitar o rapaz ao invés de piorar a sua situação com uma pena de prisão efetiva, segundo palavras do juiz Parry.

Quanto à jovem vítima, o tribunal disse que a sua recuperação poderá levar anos a surtir efeito.

Apesar da sentença «leve», o jovem ficará registado na polícia como criminoso sexual.