Notícia atualizada às 14:55

O vocalista da banda Lostprophets, Ian Watkins, foi esta quarta-feira condenado a 35 anos de prisão por abuso sexual de menores, incluindo um bebé.

Duas mulheres, atualmente com 21 e 25 anos, designadas apenas por «Mãe A» e «Mãe B» por razões legais, foram igualmente condenadas a 14 e 17 anos de prisão.

O tribunal condenou a «profunda preversão dos três», e argumentou que Watkins tem um «lado negro e sinistro».

Acrescentou ainda que Watkins «constitui um perigo para mulheres e crianças», cita a Sky.

O cantor reagiu violentamente à leitura da sentença do Tribunal de Cardiff, no Reino Unido.

O antigo vocalista da banda Lostprophets, acusado de 13 crimes de abuso sexual de menores, alegou em tribunal que «não é nenhum pedófilo».

Na sessão que decorreu no tribunal de Cardiff, no Reino Unido, esta quarta-feira, a advogada do músico defendeu que o cliente só admitiu ser culpado na tentativa de evitar ir a tribunal e que tem estado a ser julgado em praça pública pela imprensa que o tem «difamado».

Ian Watkins, que se sentou no banco dos réus por mais de uma dezena de crimes contra crianças, incluindo a tentativa de abuso de um bebé, foi descrito pela advogada como um «homem bondoso e simpático» e de que não há provas dele ter «aliciado» fãs.

As críticas à imprensa continuaram, com a defesa a classificar o julgamento de «sensacionalista» devido à popularidade do seu cliente.

A advogada referiu ainda que Watkins se sentira «envergonhado» ao admitir duas tentativas de violação e que até ficara «doente».

O procurador do Ministério Público, no entanto, mostrou-se bastante convicto e considerou Ian Watkins um «pedófilo determinado e consciente».

O músico de 36 anos foi detido em 2012, mas a polícia não descarta a possibilidade de outros crimes e já lançou apelos públicos e fora das fronteiras do Reino Unido.

As suspeitas sobre o cantor estendem-se a um período que vai de 2008 e 2012.

A defesa alegou que o cantor estava «vulnerável» por efeito da heroína e chamou a atenção para o facto dele ter estado sob vigilância por receio de tentativa de suicídio.

A defesa de uma das mulheres levada a julgamento frisou queela «só tomou drogas» na companhia de Watkins e que ele lhe terá dito: «tu e a tua filha agora pertencem-me».

O advogado disse que a mulher estava «vulnerável» e sofria de «depressão pós-parto». Com mais de 1200 fotos do músico, sentiu-se «lisonjeada» com a atenção que Ian Watkins mostrou ter por ela, conta a Sky.