O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, pode ter ficado ferido num ataque aéreo ocorrido este fim de semana.

 

A notícia foi transmitida na televisão estatal iraquiana no domingo à noite, na sequência de dois comunicados dos ministros iraquianos da Defesa e do Interior, que não indicavam mais pormenores, como a gravidade dos ferimentos. No entanto, fontes do Pentágono não a confirmaram.

 

Fonte do ministério do Interior iraquiano disse à Associated Press que o ataque ocorreu no sábado, quando al-Baghdadi se reunia com combatentes do Estado Islâmico, na cidade de Qaim. A operação terá sido conduzida pelas forças de segurança iraquianas.

 

Na passada semana, o Comando Central norte-americano revelou que efetuou vários ataques aéreos perto de Qaim. «Não temos nenhuma informação que confirme que o líder do Estado Islâmico está ferido», disse o porta-voz deste comando, Patrick Ryder.

 

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, vários combatentes do EI que ficaram feridos nestes ataques atravessaram a fronteira e estão a ser atendidos no hospital de Boukamal. Não há qualquer informação de que Abu Bakr al-Baghdadi esteja entre eles.

 

Já o comunicado do ministro da Defesa iraquiano, colocado no Facebook do próprio Khalid Obeidi, diz que o ataque que deixou Abu Bakr al-Baghdadi ferido foi em Mossul.

Um alto funcionário da Defesa dos Estados Unidos confirmou à AP vários ataques aéreos perto desta cidade, cujos alvos seriam líderes do Estado Islâmico, mas não sabe se al-Baghdadi estava lá.

 

A televisão iraquiana noticiou, já esta segunda-feira, que um homem próximo do líder do Estado Islâmico foi morto num ataque aéreo perto de Falluja. Tratava-se de Abu Huthaifa al-Yamani.

 

O líder do Estado Islâmico apenas apareceu uma vez publicamente. Acredita-se que tem pouco mais de 40 anos e, desde que assumiu o comando do grupo, fê-lo passar de uma filial da Al-Qaeda para uma organização independente.

 

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos autorizou o envio de mais 1.500 conselheiros militares para o Iraque, para treinar e assistir as forças iraquianas, incluindo curdas, na luta contra o Estado Islâmico.