O cérebro dos atentados de Paris preparava um ataque ao bairro financeiro La Defense quando foi morto durante a operação policial de Saint-Denis, disse o procurador da capital francesa, em conferência de imprensa, nesta terça-feira.
 
Abdelhamid Abaaoud e um terceiro homem, que as autoridades ainda não conseguiram identificar, tinham planos para um novo atentado em Paris naquele mesmo dia em que morreram, ou no dia seguinte, indicou François Molins.
 
O assalto da polícia francesa ao apartamento de Saint-Denis culminou ainda na morte de uma mulher, Hasna Ait Boulahcen, prima de Abdelhamid Abaaoud.
 
François Molins adiantou que o ADN do terceiro homem morto em Saint-Denis e cuja identidade está por apurar foi detetado numa das três espingardas Kalaschnikov que se encontravam no carro abandonado que serviu para os ataques a bares e restaurantes em que morreram 40 pessoas. As outras duas armas tinham o ADN de Abaaoud e do irmão de Salah Abdeslam, Brahim, que se fez explodir pouco depois.
 
O procurador contou, também, que Abaaoud voltou ao local do crime e esteve, inclusive, nas proximidades da sala de espetáculos Bataclan quando a polícia já ali se encontrava para tentar deter os atiradores.
 
Foi filmado a sair da estação Nation na noite dos ataques e o telemóvel que alegadamente estaria a usar foi detetado nos 10.º, 11.º e 12.º bairros de Paris, entre as 22:28 e as 00:28 locais.
 
François Molins assumiu, igualmente, que as autoridades francesas ainda não conseguiram identificar um homem morto pela polícia no Bataclan, os dois bombistas-suicidas do Estádio de França que passaram pela Grécia em outubro e o terceiro que morreu na operação de Saint-Denis.
 
Sobre o colete suicida encontrado na segunda-feira no sul de Paris, este ainda está a ser processado mas é do mesmo tipo usado pelos bombistas durante os ataques, acrescentou o procurador.

A 13 de novembro,  seis atentados em Paris causaram, pelo menos,  130 mortos e centenas de feridos, muitos em estado crítico. 

No mesmo dia, o Estado Islâmico  reivindicou os ataques e França declarou o  estado de emergência.