Israel libertou 26 presos políticos, no âmbito de um acordo de relançamento das negociações de paz, que devem continuar hoje, em Jerusalém, e depois em Jericó, na Cisjordânia.

Ao mesmo tempo, o ministro da Habitação, Uri Ariel, que já criticou a libertação destes presos, anunciou o lançamento de um concurso para a construção de mil novas habitações nos colonatos judeus, em Jerusalém-Oriental e na Cisjordânia, suscitando o descontentamento palestiniano.

Estes presos são os primeiros a serem libertados, num total de 104 prometidos pelos israelitas, em função dos progressos nas negociações.

Milhares de habitações em colonatos na Cisjordânia

«Vamos construir milhares de habitações no próximo ano em Judeia e Samaria [Cisjordânia]. Ninguém nos dirá onde podemos construir», disse o ministro da Habitação israelita, Uri Ariel em declarações à rádio pública israelita. Afirmação foi feita a poucas horas da retoma das negociações israelo-palestinianas.

Abbas garante que não vai parar até todos os palestinianos serem libertados

O presidente da Autoridade palestiniana, Mahmud Abbas, afirmou na terça-feira que «não vai parar» até que «todos os presos palestinianos» regressem a suas casas, ao receber 11 dos 26 detidos que Israel libertou para reativar as negociações de paz.

«Não vamos parar até que todos os presos estejam connosco», disse, perante centenas de líderes políticos, familiares dos libertados, apoiantes do movimento Al Fatah e palestinianos em geral que acorreram à Presidência da Autoridade Palestiniana para acolher os recém-chegados, apesar da hora tardia.

Com bandeiras palestinianas e grandes cartazes com a imagem do falecido líder Yasser Arafat, muitos dos presentes agradeciam a Abbas, com gritos, o regresso dos ex-presos, enquanto outros pronunciavam a expressão «Alá é Grande» como forma de mostrar satisfação e felicidade.

Israel bombardeou Gaza

Também hoje, a aviação militar israelita bombardeou Gaza devido ao lançamento, na terça-feira, de um foguete contra o seu território, que caiu num descampado, informou o Exército israelita.

Em Gaza, não há registo de vítimas ou danos materiais na sequência do ataque israelita.

O míssil «alcançou uma posição de lançadores de foguetes» no norte de Gaza, indicou o Exército israelita em comunicado, salientando que o lançamento pontual de foguetes contra o território de Israel é uma «situação absurda que não se toleraria em nenhuma outra parte do mundo».