Os primeiros dados obtidos a partir da análise das caixas negras do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que se despenhou no leste da Ucrânia, são consistentes com uma explosão causada por um míssil, avança a televisão norte-americana «CBS News».

A «CBS News» cita fontes europeias próximas da investigação que indicam que os dados confirmam «uma descompressão explosiva massiva» e o impacto de múltiplos fragmentos de metralha de um míssil.

As caixas negras, que tinham sido entregues às autoridades da Malásia pelos rebeldes pró-russos, foram levadas para um laboratório no Reino Unido, onde estão a ser analisadas.

MH17: especialistas holandeses adiam visita ao local da tragédia.

Investigadores malaios, holandeses e australianos deslocaram-se ao local da queda do avião, em plena zona de conflito entre as forças armadas ucranianas e os separatistas pró-russos, para analisar os restos do avião.

Os especialistas procuram sinais de impacto de metralha na fuselagem, o que poderá indicar que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar.

Segundo os serviços de informações norte-americanos, a causa mais provável da tragédia foi o lançamento de um míssil SA-11, que terá sido fornecido pela Rússia aos rebeldes da região de Donetsk.