Notícia atualizada

Um avião militar norte-americano foi alvo de disparos no Sudão do Sul.

Ao que adiantam fontes da Reuters no terreno, o aparelho fazia uma operação de evacuação de pessoal dos Estados Unidos daquela região.

Dois militares norte-americanos ficaram feridos, pelos disparos feitos por guerrilhas rebeldes.

Os aparelhos viajavam em direção a Bor, a capital do país, local onde nos últimos dias se desenrolaram casos de extrema violência.

O avião acabou por se dirigir para Kempala, no Uganda, e os feridos já foram transportados para Nairobi, a capital do Quénia.

O Pentágono fala em quatro soldados norte-americanos foram feridos no Sudão do Sul, depois do aparelho em que seguiam ter sido alvejado, quando participavam numa evacuação na cidade de Bor, controlada pelos rebeldes.

Três helicópteros foram obrigados a regressar ao Uganda, tendo um deles sido atingido a tiro e perdido combustível, adiantaram fontes militares ugandesas citadas pela agência de notícias francesa AFP.

O Pentágono referiu que os soldados feridos estão a receber tratamento médico, não confirmando se se tratavam realmente de helicópteros os meios de aviação envolvidos no ataque.

Este incidente acontece depois do alerta de Barack Obama de que o Sudão do Sul está a beira da guerra civil.

No terreno, pelo menos quinhentas pessoas morreram em confrontos numa semana.

O presidente dos Estados Unidos confirma que foram enviados militares com o objetivo de proteger os cidadãos norte-americanos no país.

A recente onda de violência estalou depois do presidente do Sudão do Sul ter acusado o ex-vice-presidente de uma tentativa de golpe de Estado.

Os confrontos têm oposto duas fações do exército, dividido entre elementos de duas etnias.

Os rebeldes afetos ao ex-vice-presidente tomaram a cidade de Bor, a 200 quilómetros da capital.

Na mesma região foi atacada uma base das Nações Unidas. Morreram três capacetes azuis e pelo menos 30 refugiados estão desaparecidos.