Os bens essenciais na Venezuela só estão acessíveis a quem tem sorte, contactos ou muito dinheiro. Daí que milhares de pessoas estejam em autêntica correria até à Colômbia para abastecer. 

As autoridades colombianas confirmaram este domingo que mais de 381 mil venezuelanos entraram no país vizinho para comprar alimentos e medicamentos desde que foi reaberta, há uma semana, a passagem pedonal na fronteira entre os dois países.

Os dados foram confirmados aos jornalistas pelo próprio Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, após uma reunião do conselho de segurança do departamento colombiano de Arauca, precisando que a reabertura "tem evoluído positivamente".

A cada uma destas pessoas foi-lhes entregue um cartão de imigração que lhes dá a oportunidade de entrarem (na Colômbia) até 12 vezes num prazo de 30 dias"

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Uma reportagem recente da estação de televisão norte-americana CNN constatou que no país de Nicolás Maduro quase nunca há leite fresco nas prateleiras. O mesmo acontece com o leite em pó, que é vendido no mercado negro 100 vezes mais caro do que o preço oficial.

O mesmo cenário com a farinha de milho, ingrediente principal da arepa, um prato de massa de pão feito com milho moído ou com farinha de milho pré-cozida na cozinha tradicional da Venezuela e consumido com todo o tipo de recheios. Se estiver disponível num supermercado do Governo custa à volta de 190 bolívares (17 euros) o quilo. No mercado negro chega a ser 15 vezes mais caro.

Os mantimentos no país são de tal forma escassos, que a CNN encontrou um quilo de massa à venda por um preço 200 vezes superior ao oficial em Caracas.

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