O Zimbabué quer a extradição do dentista norte-americano que matou o leão Cecil para que este enfrente as instâncias judiciais do país, depois de considerar que Walter James Palmer financiou uma caça ilegal.
 
Em conferência de imprensa, esta sexta-feira, a ministra do Ambiente, Oppah Muchinguri, referiu-se a Palmer como um "caçador estrangeiro" e afirmou que o procurador-geral do país já iniciou o processo para a extradição.
 
A notícia surge num dia em que surgem novas informações sobre a caçada que levou à morte do mais famoso leão do Zimbabué. O jornal “The Telegraph” escreve que o dentista do Minnesota pediu para matar um elefante, logo depois de ter abatido Cecil. Isto acabou por não acontecer porque não encontrou nenhum suficientemente grande.

A revelação foi feita ao diário britânico pelo caçador profissional que acompanhou Palmer, Theo Bronkhorst. O guia, de 52 anos é dono de uma empresa que organiza safaris desde 1992, mas está impedido de caçar. Na quarta-feira, foi ouvido por um juiz, após ter sido acusado de caça furtuita.

Theo Bronkhorst também revelou ao mesmo jornal que já entregou os restos mortais de Cecil, incluindo a cabeça, às autoridades, depois de os ter guardado em casa.

O guia afirmou que não tinha conhecimento que Cecil era um leão famoso e que só descobriu isto pelos media. Acrescentou ainda que teve de desviar-se de uma área onde se pode caçar de forma legal.

"Se tivesse podido levar o cliente para onde era suposto, isto não tinha acontecido."


Na quinta-feira, as autoridades de proteção da fauna dos Estados Unidos anunciaram que vão abrir um inquérito ao caso.