O Movimento 5 Estrelas, partido anti-sistema, e a Liga Norte, força de extrema-direita, chegaram a acordo para formar um governo de coligação em Itália. Os líderes dos dois partidos anunciaram, em comunicado, que foram reunidas "todas as condições" para haver um governo de unidade nacional.

Os partidos voltaram a nomear Giuseppe Conte para assumir o cargo de primeiro-ministro italiano. 

Depois deste anúncio, Carlo Cottarelli, que foi nomeado pelo presidente italianoSergio Mattarella, para chefiar um governo tecnocrático, recuou, renunciando ao cargo.

Já não é necessário formar um governo de tecnocratas", disse o antigo diretor do FMI aos jornalistas depois de se ter encontrado com o presidente da república para renunciar, formalmente, ao cargo.

O presidente italiano, Sergio Mattarella, convocou novamente Giuseppe Conte, um jurista sem experiência política, para formar governo.

Sergio Matarella recebe Giuseppe Conte no Palácio do Quirinal pelas 21:00 locais (20:00 em Lisboa).

De acordo com fontes próximas do Movimento 5 Estrelas e da Liga Norte, o acordo para a formação de governo prevê que o eurocético Paola Savona, o nome que o presidente italiano rejeitou para a pasta da Economia, seja ministro para os Assuntos Europeus.

Ainda segundo estas informções, o líder da Liga Norte, Matteo Salvini, será ministro do Interior e o líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, será ministro da Indústria. 

Enzo Moavero Milanesi será ministro dos Negócios Estrangeiros.

Giuseppe Conte foi indigitado primeiro-ministro a 23 de maio, mas, apenas quatro dias depois, demitiu-se do cargo por não ter conseguido formar governo.

No centro desta decisão estiveram os problemas que suscitaram a candidatura de Paolo Savona, de 81 anos, conhecido pelas suas posturas antieuro, para a pasta da Economia.

Após a demissão de Conte, Sergio Mattarella indigitou Carlo Cottarelli para chefiar um executivo tecnocrático. Sabe-se, porém, que esta solução não passaria no parlamento pois a maioria dos partidos anunciou o seu chumbo.