Pelo menos nove pessoas morreram e 14 ficaram feridas esta segunda-feira, na sequência de um motim entre reclusos rivais numa prisão da região metropolitana de Goiânia, no Brasil.

Segundo avança o jornal  O Globo, um grupo de presos em regime semiaberto iniciou uma rebelião numa ala do complexo prisional da Aparecida de Goiânia, onde se encontravam reclusos de um grupo rival, tendo incendiado as instalações, deixando corpos carbonizados. 

Num cenário de grande violência, os presos incendiaram vários colchões da unidade prisional, tendo parado apenas com a chegada dos bombeiros para controlar o fogo. Durante o motim, cerca de 106 prisioneiros fugiram estabelecimento prisional, 29 foram recapturados pela polícia, mas há ainda 77 em fuga. Outros 127 abandonaram o local, mas regressaram horas mais tarde, assim que os confrontos terminaram. 

Segundo a imprensa local, a rebelião foi controlada pelo Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), e contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. A operação teve, ainda, apoio de um helicóptero - Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer) - que supervisiona o local e ajuda as autoridades na procura dos restantes fugitivos. 

Assim que tiveram conhecimento do sucedido, os familiares dos presos reuniram-se à porta da prisão para tentar obter informações sobre os seus parentes. 

Este não é, contudo, o primeiro episódio de violência dentro das prisões do Brasil. Foi precisamente há um ano que o complexo prisional Anísio Jobim, na cidade de Manaus, sofreu um dos episódios mais mortíferos da história prisional do Estados do Amazonas. No dia 2 de janeiro de 2017, várias fações rivais envolveram-se em violentos confrontos, que resultaram em 50 mortes.