A Rússia rejeitou hoje o apelo dos Estados Unidos para cortar o comércio e os laços diplomáticos com a Coreia do Norte, após o último ataque com mísseis, pedindo conversações e acusando Washington de querer "provocar" Pyongyang.

A nossa posição é negativa: enfatizamos repetidamente que a pressão das sanções está esgotada e que todas essas resoluções que impuseram sanções implicaram necessariamente retomar um processo político e retomar as negociações", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, citado pelas agências russas.

A televisão estatal da Coreia do Norte anunciou na quarta-feira o lançamento "bem sucedido" - o primeiro em Pyongyang após dois meses e meio sem realizar testes balísticos -, que foi autorizado e testemunhado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Trata-se de um novo modelo de míssil balístico intercontinental, batizado de Hwasong-15, capaz de atingir o maior alcance alguma vez conseguido por um projétil norte-coreano, o que representa um avanço perigoso no programa de armamento deste país.

Alguns especialistas acreditam que o míssil teria capacidade para ter viajado num voo normal com mais de 13.000 quilómetros, o suficiente para chegar a Washington ou a qualquer parte continental dos Estados Unidos.