O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro anunciou esta quarta-feira que vai propor à ONU a definição de “quotas mundiais” para acolher os refugiados, porque o movimento destes é resultado de decisões políticas internacionais e não só da Europa.

Na sede das Nações Unidas, Peter Szijjarto ressalvou que as cercas construídas nas fronteiras com a Sérvia e Croácia não foram elaboradas “por diversão”, mas para proteger a União Europeia.
 

“A Europa não está em condições de acolher centenas de milhares de migrantes e é um erro alguns países da UE fazerem declarações a encorajá-los a vir para a Europa.”


Em Nova Iorque, citado pela Reuetrs, o ministro húngaro apontou mesmo o exemplo da cerca na fronteira entre os EUA e o México.
 

“As críticas à Hungria são injustas. Não estamos a fazê-lo por diversão. Não é a primeira cerca construída e, se nos criticam a nós, devem criticar outros também.”

 
Também esta quarta-feira, a Eslováquia anunciou que vai avançar para o Tribunal de Justiça europeu contra o plano da UE para obrigar os estados-membros a acolherem 120 mil refugiados.
 
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, sendo que, segundo o plano aprovado em Bruxelas, a Eslováquia só será obrigada a receber 802 refugiados.
 

“Discordamos das quotas obrigatórias e formalizámos essa opinião hoje.”

 
Já o ministro da Justiça húngaro prometeu que o processo vai ser elaborado nos próximos dois meses.
 
Hungria, Eslováquia, República Checa e Roménia foram os quatro estados-membros que votaram contra as quotas obrigatórias para acolher 120 mil refugiados, que foram aprovadas na reunião em Bruxelas da semana passada.