Seis pessoas foram esfaqueadas, esta quinta-feira, na marcha do orgulho gay de Jerusalém, em Israel. De acordo com um porta-voz da polícia, citado pela BBC, o suspeito das agressões já foi detido e é o mesmo homem que esfaqueou quatro pessoas há 10 anos, no mesmo evento.

O ataque ocorreu no centro da cidade e provocou pelo menos dois feridos em estado grave, segundo as equipas de emergência médica. Testemunhas no local, citadas pela Reuters, dizem que um homem irrompeu pela multidão começando a esfaquear "tudo o que aparecia à sua frente".
 
O suspeito dos crimes é Yishai Schlissel, um judeu ultra-ortodoxo que já foi condenado a 12 anos de prisão por um ataque semelhante, em 2005. Nesse ano, esfaqueou quatro pessoas na parada gay. Estava em liberdade há apenas três semanas.
 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu já condenou o ataque, classificando-o como o "mais sério incidente" e o pior ataque, em anos, neste evento. 

Cerca de cinco mil pessoas participaram na marcha que, todos os anos, gera alguma tensão. Isto porque, ao contrário do que acontece em Tel Avive, onde as paradas gay ocorrem quase sempre sem incidentes, as comunidades de judeus ultra-ortodoxos de Jerusalém opõem-se fortemente às manifestações públicas da homossexualidade.