Dominique Strauss-Kahn quer impedir a abertura na Bélgica de um «clube de sexo» chamado DSK. O antigo diretor do FMI, envolvido em vários escândalos sexuais, não quer as suas iniciais mais associadas ainda ao tema.

O bar é de um conhecido dono de casas de passes e afins francês, Dominique Alderweireld, e chama-se na verdade Dodo Sex Sclub. Mas Strauss-Kahn, numa carta assinada por cinco advogados e citada pelo «Le Monde», defende que o nome reproduz «integralmente as iniciais» que o identificam «aos olhos de todos». Por isso, ameaça recorrer «a todos os meios judiciais» para «deter uma agressão ao seu nome».

O DSK (o bar) tem abertura prevista para esta noite e, segundo descreve o Le Monde, tem sete quartos e está ornamentado com retratos de Strauss-Kahn. Alderweireld chama-lhe uma «casa de prazer» e admite que o nome é uma «piscadela de olho» a DSK (o antigo patrão do FMI).

Dominique Alderweireld foi há alguns meses condenado a cinco anos de prisão suspensos por «proxenetismo agravado» e obrigado a fechar nove das casas de passe de que era proprietário, tendo recorrido da sentença.

Também está implicado, como Strauss-Kahn, no escândalo das festas com prostitutas no hotel Carlton de Lille, pelo qual o antigo financeiro é acusado de proxenetismo. È acusado de ser o fornecedor das mulheres para a festa. Aliás, tem previsto abrir outro «clube de sexo» brevemente, a que pretende chamar Carlton.