Dois guardas morreram e quatro outros ficaram feridos, esta quarta-feira, na sequência de um atentado com um carro armadilhado contra o Ministério das Finanças do Iémen em Áden, indicou fonte dos serviços de segurança.

Segundo a mesma fonte, que falou sob a condição de anonimato, citada pela agência de notícias francesa AFP, não foi possível confirmar se a viatura era conduzida por um ‘kamikaze’. A autoria do atentado, perpetrado de madrugada, não foi ainda reivindicada.

Áden tem sido palco de uma série de atentados que resultaram em centenas de mortos, dos quais alguns foram reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI).

Uma coligação internacional liderada pela Arábia Saudita luta, desde março de 2015, para ajudar o Presidente, Abd Rabbo Mansur Hadi, a expulsar os rebeldes xiitas huthis apoiados pelo Irão e seus aliados, as forças fiéis ao antigo Presidente Ali Abdallah Saleh.

A missão expandiu-se para incluir operações contra os grupos extremistas, Estado Islâmico e Al-Qaida, que exploraram o caos para se implantar no sul do Iémen, uma região controlada pelo governo.

A guerra do Iémen fez mais de 8.650 mortos, na sua maioria civis, e colocou o país à beira da fome.