A investigação às caixas negras do avião da Egyptair que caiu no Mediterrâneo revela que havia fumo dentro do avião na altura do acidente e que os alarmes antifumo foram acionados antes da colisão, noticia a Reuters.

Os dados registados confirmam que os alertas automáticos de comunicações do aparelho dispararam devido à presença de fumo nas casas de banho” e na parte da frente da cabine, informou a comissão de inquérito egípcia num comunicado.

Dias após o acidente, fonte egípcia reportou que o Aircraft Communications Addressing and Reporting System (ACARS), um sistema que compila mensagens trocadas entre aviões e os serviços em terra, registou alertas de fumo a bordo do voo MS804.

O ACARS adiantava ainda que o fumo e calor tinham sido detetados numa janela junto aos lavatórios mesmo atrás do cockpit.

O Airbus 320 fazia a ligação entre Paris e o Cairo quando desapareceu a 19 de maio. A 15 de junho, a comissão de inquérito ao desastre anunciou, em comunicado, que foram encontrados, em “diversos locais”, fragmentos da cabine do avião.

Uma análise preliminar aos cadáveres dos passageiros aponta para uma explosão a bordo. Esta conclusão foi revelada à Associated Press por um especialista forense, que fala na condição de anonimato.

Segundo aquele membro da equipa de investigação às causas da queda do avião da companhia aérea egípcia, os 80 restos mortais que foram levados para a morgue no Cairo são muito pequenos, “não há uma parte do corpo que esteja completa, como um braço ou uma perna”, o que evidencia uma explosão.

Os restos mortais, “cujo maior tem o tamanho de uma palma da mão”, chegaram à morgue da capital egípcia em 23 sacos.

Outra fonte da investigação explicou à agência Reuters que é demasiado cedo para tirar esse tipo de conclusões, já que os dados recolhidos ainda são poucos.