A farmacêutica Reckitt Benckiser, fabricante do analgésico Nurofen, foi condenada por um tribunal federal da Austrália a pagar 1,3 milhões de dólares (1,1 milhões de euros) por infringir as leis do consumo, informa a comunicação social local.

O valor é inferior aos 4,6 milhões de dólares (4 milhões de euros) requeridos pelo demandante, a Comissão Australiana da Concorrência e Consumo (ACCC, na sigla inglesa), segundo a cadeia televisiva ABC.

A condenação tem lugar na sequência da decisão proferida em dezembro último contra a Reckitt Benckiser, considerada culpada de enganar o consumidor ao assegurar que determinados calmantes do Nurofen aliviavam um conjunto de dores específicas.

O tribunal federal ordenou a retirada dos medicamentos do mercado, num prazo de três meses, e a publicação de avisos para retificar a informação anterior.

A ACCC tinha interposto uma ação na justiça em março do ano passado, denunciando o facto de o Nurofen ser vendido em diferentes embalagens, segundo o tipo de problemas de saúde a tratar, apesar de o seu princípio ativo ser o mesmo.

Em dezembro, o tribunal federal considerou que a empresa com sede na Grã-Bretanha adotou um comportamento enganador, ao embalar o Nurofen em diferentes embalagens, contendo sempre o mesmo ingrediente: 342 miligramas de lisina de ibuprofeno.