Um avião Egyptair foi sequestrado esta manhã por um pirata do ar e aterrou em segurança no aeroporto de Larnaca, no Chipre.

Segundo o ministério da Aviação Civil, a bordo estavam 55 passageiros e sete tripulantes (as informações da companhia aérea falavam em 81 pessoas). O presidente do Chipre, Nicos Anastasiades, já confirmou que o incidente não está relacionado com terrorismo.

O voo MSR181 saiu de Alexandria em direção ao Cairo e terá sido forçado a divergir para o Chipre.

Na sua conta de Twitter, a companhia aérea confirmou o sequestro e avança que o piloto, Omar al-Gammal, foi ameaçado por um homem que teria, alegadamente, um colete de explosivos. 

Entretanto, as forças de segurança já confirmaram que não existem explosivos a bordo do avião.

 

Todos os passageiros foram libertados em segurança, aos pouco e durante toda a manhã, e o suspeito acabou detido, por volta das 15:00 (13:00 em Lisboa).

O avião, um Airbus A320, esteve isolado no aeroporto de Larnaca. O aeroporto chegou a estar encerrado por motivos de segurança.

O porta-voz da presidência do Egito confirmou que o suspeito será Seif El Din Mustafa, um cidadão egípcio. Inicialmente, a agência estatal MENA informava que o suspeito era um cidadão egípcio-americano de 27 anos chamado Ibrahim Samaha, que estava sentado no lugar K38 - um professor de medicina veterinária na Universidade de Alexandria.

A televisão cipriota CYBC avançou que o suspeito queria entregar uma carta de quatro páginas à ex-mulher que vive no Chipre. A agência Reuters, que cita os media do Chipre escreve que o homem pediu a libertação de prisioneiras no Egito.

O governo informou que vai enviar um avião para o Chipre para trazer de volta os passageiros.

O responsável pelo aeroporto de Alexandria avança que no avião estavam 30 egípcios, oito norte-americanos, quatro britânicos, quatro holandeses, dois belgas e um italiano.