As autoridades do Chipre anunciaram a detenção do autor do sequestro ao avião da Egyptair, que esta manhã foi desviado desde o Egito para o aeroporto de Larnaca, no Chipre.

O ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou, na sua conta do Twitter, que o sequestro tinha chegado ao fim e que o suspeito foi detido, após várias horas de negociações. Todos os passageiros e tripulantes do avião estão bem.

Segundo a agência Reuters, foi o suspeito quem se rendeu às autoridades. O homem saiu com as mãos no ar, foi revistado por um polícia durante cerca de dois minutos, antes de ser levado do local.

                  

O voo MSR181 saiu de Alexandria em direção ao Cairo e terá sido forçado a divergir para o Chipre por Seif El Din Mustafa. O cidadão egípcio terá avisado que estava armado com um cinto de explosivos, que as autoridades cipriotas confirmaram entretanto ser falso. O piloto obedeceu ao suspeito e levou o avião para Larnaca.

Inicialmente, a agência estatal MENA informava que o suspeito era um cidadão egípcio-americano de 27 anos chamado Ibrahim Samaha, que estava sentado no lugar K38 - um professor de medicina veterinária na Universidade de Alexandria, o que foi mais tarde desmentido pela presidência do Egito.

As motivações do homem não estão ligadas ao terrorismo, segundo confirmou o ministério dos Negócios Estrangeiros do Chipre. O homem terá agido por "razões pessoais", e os media cipriotas avançaram durante a manhã que o suspeito queria entregar uma carta de quatro páginas à ex-mulher, que vive naquele país.

A carta, escrita em árabe, terá sido atirada para fora do avião.

Foto do alegado suspeito divulgada pelos media egípcios 

No final do sequestro, o primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, disse que os motivos do suspeito ainda não são claros e que o homem chegou a pedir uma reunião com um representante da União Europeia e uma transferência para outro aeroporto.

Em algumas alturas ele pediu para se encontrar com um representante da União Europeia e noutra para mudar de aeroporto, mas nada em específico", disse.

Logo após a aterragem começaram as negociações com as autoridades, e cedo começou a libertação da maioria dos passageiros. Grande parte foi libertada pouco tempo depois da chegada a Larnaca, e os restantes, tanto passageiros como tripulantes, foram abandonando o avião ao longo da manhã. Os últimos sete deixaram a aeronave junto com o suspeito - um deles escapou pela janela do cockpit.

A meio da manhã os media do Chipre avançavam que a única exigência que o suspeito fez foi a libertação de prisioneiras, não identificadas, no Egito.

O responsável pelo aeroporto de Alexandria avança que no avião estavam 30 egípcios, oito norte-americanos, quatro britânicos, quatro holandeses, dois belgas e um italiano. O governo já informou que vai enviar um avião para o Chipre para trazer de volta os passageiros.