Uma operadora de comboios da Alemanha vai criar carruagens só para mulheres. A medida da empresa Mitteldeutsche Regiobahn surge dias depois de um argelino ter sido formalmente acusado de crimes sexual, num caso que está relacionado com os incidentes em Colónia na passagem de ano. A transportadora, no entanto, garante que não se trata de uma resposta aos ataques sexuais que chocaram o país.

A empresa garante que a ideia passa por proporcionar um ambiente mais seguro a todos os passageiros do sexo feminino, não estando diretamente relacionada com os crimes que se registaram em Colónia. 

Os rapazes com idades até aos 10 anos também poderão viajar nestas carruagens especiais, que estarão localizadas junto a um compartimento para os funcionários da operadora. Uma escolha deliberada, assegurou um porta-voz da empresa, cujos comboios circulam na linha que liga Leipzig a Chemnitz.

“A proximidade com o compartimento dos funcionários foi uma opção delibera”, afirmou um porta-voz da Mitteldeutsche Regiobahn.

As carruagens apenas para mulheres são muito comuns em países como o Japão, a Índia, o México, o Brasil, o Egito ou a Indonésia. Nestes países, a medida pretende prevenir agressões sexuais.

Na quinta-feira, um homem de 26 anos, natural da Algéria, foi acusado de agressões sexuais e roubo, num caso que está relacionado com os incidentes registados em Colónia, durante a passagem de ano. Trata-se do primeiro agressor de Colónia formalmente acusado.

Na noite de passagem de ano, as autoridades de Colónia receberam mais de 1110 queixas de crimes, incluindo 480 de violência sexual contra mulheres. O caso, que chocou o país, acendeu o debate sobre o acolhimento de refugiados, devido ao facto de a maioria das vítimas ter atribuído os crimes a migrantes no país.

Mas ao contrário do que foi inicialmente divulgado pela imprensa, as autoridades concluíram que a maioria dos atacantes são argelinos e marroquinos que já vivem no país há vários anos.