Militantes da Al-Qaeda entraram esta sexta-feira na cidade de Idlib, controlada pelos militares do regime de Damasco, no nordeste da Síria, pela primeira vez após quatro dias de ferozes combates, informou uma organização não-governamental.

«Os grupos armados entraram em várias áreas dentro da cidade e confrontaram-se violentamente com os soldados do regime», disse o dirigente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman, baseado em Londres.

Adiantou que os atacantes avançaram de forma significativa pelo noroeste e sudeste da cidade e que o número de mortos desde terça-feira ascende a 117.

A cidade está quase totalmente cercada, com apenas duas saídas para as forças do regime.

Um ativista da zona adiantou que os civis estão presos em casa.

«A situação humanitária é muito difícil. Há refugiados de outras partes do país que estão em Idlib», disse Ibrahim al-Idlibi.

Na terça-feira, uma nova coligação de rebeldes lançou um ataque coordenado contra a cidade de Idlib.

Designando-se «O Exército da Conquista», a coligação é liderada pela filial da Al-Qaeda, a Frente Al-Nusra, e inclui outros grupos.

Abdel Rahman adiantou que o exército sírio enviou reforços e realizou ataques aéreos às posições rebeldes nos arredores de Idlib.

A província com o mesmo nome faz fronteira com a Turquia e está controlada em grande parte pela Al-Nusra.

Se cair nas mãos dos rebeldes, vai ser a segunda capital de província perdida pelo regime depois Raqa, que é de facto a capital do grupo Daesh, que se designa por Estado Islâmico.

Desde que começou o conflito em março de 2011, já foram mortos mais de 215 mil pessoas e cerca de metade da população do país foi deslocada das suas casas.