As milícias hutis do Iémen estão a efetuar bombardeamentos na fronteira com a Arábia Saudita. De acordo com a Reuters, pelo menos 30 pessoas morreram nestes ataques e a maioria são civis.
 
A Arábia Saudita lidera a coligação apoiada pelos Estados Unidos que faz ataques aéreos às posições dos rebeldes no Iémen desde março, altura em que o presidente iemenita se exilou no país vizinho.
 
No entanto, Riade sempre disse que não ia enviar tropas terrestres para o Iémen, embora os sauditas tenham reforçado a sua presença na fronteira.
 
Não foram os sauditas para o Iémen, mas os rebeldes iemenitas estão cada vez mais próximos da Arábia Saudita, atacando as posições fronteiriças.
 
Há algumas semanas, o governo de Riade mandou fechar as escolas e não é a primeira vez que ataques do hutis matam soldados fronteiriços.
 
O presidente Hadi foi literalmente empurrado da capital do Iémen para a cidade portuária de Eden, de onde acabou por fugir por mar.
 
O Iémen vive num clima de guerra civil, com combates no terreno entre as forças leais ao presidente e os rebeldes. A população vive um “grave problema humanitário”, como já alertou a Cruz Vermelha. 

Por seu turno, a agência Saba, citada pela Reuters, refere que, esta quarta-feira, a capital do Iémen, Sanaa, foi atacada pelas forças sauditas, matando 40 e ferindo uma centena.