A Câmara dos Deputados federais do Brasil instalou esta quinta-feira a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, para investigar as suspeitas de corrupção que envolvem funcionários da empresa petrolífera, políticos e empresários.

O presidente eleito da CPI foi Hugo Motta, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que faz parte da coligação do Partido dos Trabalhadores (PT), da Presidente Dilma Rousseff, mas tem mantido algumas divergências no parlamento.

O relator será o deputado Luiz Sérgio, do PT, que afirmou, em discurso, que não irá «proteger ou perseguir» ninguém.

A abertura da CPI foi marcada por uma polémica, com o pedido de um deputado do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) para que fossem afastados os membros da comissão que tivessem recebido doações de campanha de construtoras investigadas por envolvimento com o esquema de propinas na Petrobras. O pedido foi negado, mas admite recurso.

A CPI receberá os requerimentos de deputados e pedidos de convocação para interrogatórios a partir da próxima semana. A comissão tem prazo de funcionamento de 120 dias, prorrogáveis por outros 60.

As suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais na Petrobras são investigadas pela Polícia Federal brasileira, na Operação Lava Jato.

A Justiça Federal do Paraná determinou hoje o bloqueio de 106 milhões de reais (32,82 milhões de euros) das contas de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da empresa, por suspeita de ter participado em um esquema de subornos.