O governo alemão estima que 30% dos refugiados que estão a chegar à Europa e que afirmam ser naturais da Síria provêm de outros países. Um porta-voz do Ministério Interior da Alemanha veio a público dizer, esta sexta-feira, que estas conclusões foram apuradas depois de uma investigação das autoridades e da polícia federal.

“A estimativa tem por base as observações das autoridades no terreno, em especial da polícia federal, e do Secretariado para a migração e Refugiados [a agência que protege as fronteiras europeias]”, afirmou.


A Alemanha é o país predileto dos refugiados e tem sido preferido pelas pessoas que fogem da guerra. O país tem tido o maior fluxo migratório desde a Segunda Guerra Mundial e espera receber entre 800.000 a um milhão de refugiados até ao fim deste ano.

Contudo, segundo a AFP, o país não tem qualquer base estatística que permita concluir com segurança a quantidade de refugiados que chegam às fronteiras e que afirmam ser sírios mas que provêm de outros países.

O número de pessoas que chegam às fronteiras e afirmam vir da Síria parece ter subido desde que a Alemanha declarou que receberia pessoas de nacionalidade síria, mesmo que não se tivessem registado como refugiados no primeiro país da Europa onde tivessem estado.

De acordo com a agência noticiosa, o mercado de passaportes falsificados está a prosperar em países como a Turquia, uma vez que os documentos sírios facilitam a entrada dos refugiados na Europa.