Fontes oficiais confirmaram à Associated Press esta quarta-feira que o presidente do Iémen abandonou o país, de barco, por volta das 15:30, a partir do porto de Aden, na sequência do avanço dos rebeldes xiitas pela cidade. 

Já esta quarta-feira de manhã, várias fontes deram como certo que o presidente do Iémen - que em fevereiro tinha abandonado a capital e refugiado-se em Aden-, teria «fugido» do país. No entanto, fontes oficiais vieram depois desmentir a notícia que um membro da guarda presidencial tinha avançado à AFP, de que «o presidente Hadi tinha deixado Aden para o estrangeiro», a bordo de um helicóptero. 

O chefe de Estado terá sido apenas levado para um local seguro. A Reuters noticiou ataques aéreos em Aden, com o palácio presidencial como alvo. 

O ministro da Defesa do Iémen é que terá sido capturado pelos rebeldes, de acordo com a Associated Press.
 

O aeroporto foi encerrado por razões de segurança. 

Esta quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Iémen pediu a intervenção de outros países árabes para travar a investida dos rebeldes xiitas, acrescenta a AP, que, na sua televisão, anunciou também o controlo de uma base norte-americana. A Liga Árabe vai discutir o pedido de ajuda ao Iémen na quinta-feira, conforme noticia a Reuters. 

A Arábia Saudita fez avançar as suas tropas para a fronteira, de modo a garantir a segurança do povo saudita. 

O país vive uma grande tensão política e social e o presidente Abdrabbuh Mansour Hadi tem sido fortemente contestado, embora tenha recebido um voto de «legitimidade» do Conselho de Segurança da ONU.

Por um lado, a luta contra os rebeldes xiitas e, por outro, a forte presença da al Qaeda e, agora, do Estado Islâmico. 

Depois de assumirem o controlo da capital, Sanaa, no mês passado, as milícias declararam já esta semana terem conquistado a segunda maior cidade do país. 

Testemunhas referiram à Reuters que há corpos das forças aliadas do presidente e dos rebeldes espalhados pelas ruas e que os pais foram buscar as crianças às escolas.

Os Estados Unidos retiraram temporariamente o pessoal diplomático do país, devido à insegurança. A comunicação das autoridades norte-americanas foi feita na noite de sábado, depois de ataques suicidas terem provocado a morte a 142 pessoas em Sanaa e reivindicado pelo Estado Islâmico.

«Devido à deterioração da segurança no Iémen, o Governo do Estados Unidos vai retirar temporariamente o seu pessoal do Iémen», referiu em comunicado citado pela Lusa o porta-voz do Departamento de Estado, Jeff Rathke.