Um cidadão brasileiro foi condenado a cinco anos de prisão na China por vender vistos ilegais a outros estrangeiros, disse à agência Efe o consulado geral do Brasil em Xangai.

Na terça-feira, a imprensa local noticiou a condenação mas não revelou a nacionalidade do homem.

O consulado confirmou que «o cidadão sul-americano mencionado no [diário oficial] 'Shanghai Daily' é o cidadão brasileiro Pedro Godoi», que recebe assistência consular do Brasil «desde a sua detenção no ano passado, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares».

Godoi foi condenado em fevereiro pelo Tribunal Popular do Distrito de Zhabei, onde estavam os escritórios da sua empresa, Godoi Consulting, segundo é indicado no portal da sua empresa, ainda que a notícia só agora tenha sido revelada.

Apesar de já se terem verificado vários casos semelhantes em Xangai nos últimos anos, este foi o primeiro a envolver um cidadão estrangeiro, segundo a polícia.

De acordo com informações das autoridades publicadas pela imprensa local, Godoi geria uma empresa de comércio internacional e, entre os seus serviços, oferecia ajuda a outros estrangeiros para obterem autorizações de residência no país, mediante selos falsos e, entre outros documentos, contratos de trabalho assinados com o seu sócio chinês.

A polícia não revelou quantos estrangeiros solicitaram autorizações de residência através de Godoi, nem qual é a sua situação atual, mas precisou que o brasileiro cobrou mais de 50.000 yuan (7.370 euros) por este tipo de serviços.