A polícia australiana deteve dois homens em Sydney acusados de planearem atentados no país e ajudarem jihadistas australianos a viajar para a Síria, numa operação antiterrorista que se mantém no terreno, revelou a imprensa local.

Um dos detidos, de 20 anos, foi acusado de posse de documentos desenhados para facilitar um ataque terrorista, enquanto outro, de 21 anos, acabou detido por não ter parado num controlo, refere a cadeia ABC.

O vice-comissário de Segurança Nacional da Polícia Federal, Michael Phelan, disse, no entanto, não terem sido encontradas provas da preparação de um ataque iminente.

«Os documentos fazem alguma referência a potenciais objetivos governamentais (…) não há nada que indique um objetivo ou tempo específico relativamente a esta atividade particular», acrescentou o mesmo responsável.

As detenções aconteceram depois do primeiro-ministro, Tony Abbott, ter anunciado que manterá o nível de alerta por possível atentado que vigora desde setembro depois do aumento da atividade de alegados ‘jihadistas’ detetado pelos serviços de informações.

O anuncio surgiu depois de um clérigo muçulmano de origem iraniana ter sequestrado 17 pessoas no centro de Sydney a 15 de dezembro, que acabou horas depois com o assaltante e dois reféns mortos.

Em setembro, a polícia deteve 15 pessoas em Sydney e Brisbane numa grande operação contra o ‘jihadismo’ e que foi justificada para desmantelar os planos para cometer atos violentos na Austrália, incluindo decapitações em público.

Além de elevar o alerta de segurança, a Austrália adotou um plano de medidas para prevenir o regresso ao país de australianos que tenham alinhado nas fileiras do Estado Islâmico como combatentes.

Cambera calcula que cerca de 70 australianos estejam integrados no Estado Islâmico e que cerca de uma centena trabalhe na Austrália como fonte de apoio logístico e de recrutamento.