Os resultados provisórios das eleições angolanas, conhecidos nesta quinta-feira, dão a vitória ao MPLA, partido no poder, com 64,57% dos votos.

Esta maioria do Movimento Popular de Libertação de Angola corresponde a 2.802 milhões de votantes.

A UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola) foi a segunda força mais votada, com 1.043.255 milhões de votos, que correspondem a 24,4%.

De acordo com a Comissão Nacional Eleitoral, estes números colocam o MPLA no limiar da maioria qualificada (66%) ou de dois terços.

Neste momento estão escrutinados os votos de 5.938.853 dos 9.317.294 eleitores inscritos.

Destaque, ainda, para a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) que alcançou 371.724 votos (8,56%).

O MPLA já cantava vitória desde a madrugada, apontando mesmo à maioria qualificada, e que culmina na eleição de João Lourenço para Presidente da República, que sucede a José Eduardo dos Santos, depois das eleições gerais que decorreram na quarta-feira.

Aliás, o secretário do Departamento Político do MPLA para as questões políticas e eleitorais, João Martins, já afirmou que a contagem eleitoral que o partido está a fazer confirma a eleição acima de 147 deputados e uma maioria parlamentar qualificada.

Esta manhã, quando nós consolidamos a apreciação dos dados, tal como esclarecemos, tínhamos a certeza que iremos ter no parlamento acima dos 147 deputados, que configura a maioria qualificada de dois terços”, explicou o responsável, numa declaração aos jornalistas na sede nacional do partido, pelas 20:00 (mesma hora em Lisboa).

Comissários dos partidos da oposição demarcam-se dos resultados

Os comissários nacionais eleitorais representantes dos partidos UNITA e CASA-CE demarcaram-se dos resultados apresentados pela Comissão Nacional Eleitoral,  que dá vitória ao MPLA.

Em conferência de imprensa, os comissários da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), que fazem parte do grupo técnico, referem que a posição é tomada devido ao procedimento como foi feito e avaliado o documento que reportou hoje os resultados provisórios.

O grupo de comissários sublinharam que "não se reveem" na comunicação da CNE, porque "não foi feita com base nos termos legais".