O papa Francisco lavou hoje os pés a 11 refugiados de várias confissões religiosas e a uma funcionária do centro que os acolhe perto de Roma, refletindo a prioridade que atribui ao acolhimento destas pessoas.

Numa curta homília improvisada, o papa opôs este gesto de "fraternidade" ao "gesto de guerra, de destruição" cometido na terça-feira em Bruxelas, onde dois atentados fizeram 32 mortos e 300 feridos.

"Por trás deste gesto, há fabricantes, comerciantes de armas, que querem sangue, não a paz, que querem a guerra, não a fraternidade”, criticou.

Foi a primeira vez que um papa incluiu mulheres num ritual que simboliza o ato de humildade de Jesus Cristo junto dos apóstolos, na última ceia.

Hoje participaram na cerimónia três muçulmanos, três ortodoxos, um hindu e quatro católicos, todos de nacionalidades diferentes -  nigerianos, sírios, paquistaneses, malianos, uma italiana.

Um gesto que é um "sinal de serviço e atenção à situação" dos refugiados.