O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afastou o cenário de uma guerra com a Ucrânia, que classificou de «apocalíptico», numa entrevista difundida esta noite pela televisão estatal russa.

«Penso que esse cenário apocalíptico dificilmente será possível e acredito que nunca se chegará a esse ponto», disse o chefe do Kremlin em resposta a uma pergunta sobre se algum dia os russos vão acordar com a notícia de que rebentou a guerra.

Na entrevista, Vladimir Putin ainda revelou o seu apoio  ao acordo de cessar-fogo negociado em Minsk e negou a presença de tropas russas na Ucrânia.

Segundo Putin, as declarações do Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, sobre a recuperação da Crimeia, são «coisas de caráter vingativo».

A entrevista de Putin afastando a guerra ganha uma maior importância, já que decorre na véspera de uma reunião em Paris esta terça-feira que junta as duas partes sob mediação da França e a Alemanha. 

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia, que coloca em confronto as forças do regime ucranianas e os rebeldes pró-separatistas a favor da unificação com a Rússia, dura há quase um ano e já faz mais de cinco mil mortos. 

O número de mortos causados pelo atentado no domingo passado durante uma marcha patriótica em Kharkiv, no leste da Ucrânia, foi  esta quinta-feiraelevado para quatro, informou o deputado do parlamento ucraniano Anton Gerashchenko.

«Hoje, pelas 05:00 da manhã, morreu no hospital Nikolai Melnichuk, um estudante de 18 anos», escreveu o deputado na sua página de Facebook.


O mesmo responsável precisou que outras nove pessoas continuam internadas na sequência do atentado perpetrado com recurso a uma mina antipessoal durante a marcha, que assinalava o primeiro aniversário da queda do ex-presidente ucraniano próximo da Rússia Viktor Ianukovich.