Pelo menos quatro pessoas perderam a vida e seis ficaram feridas devido à explosão de uma bomba no sul da Tailândia, palco de um conflito independentista que já causou mais de 6.700 mortos desde 2004.

O engenho de fabrico artesanal explodiu esta sexta-feira de madrugada numa rua em Pattani, quando nove agentes de segurança que patrulhavam a zona pararam para investigar uma barricada colocada no caminho.

O dispositivo, escondido num canal de drenagem pluvial, foi ativado à distância e causou mortos e feridos entre os agentes, enquanto um civil que se encontrava no local também foi atingido.

As autoridades tailandesas indicaram em comunicado que os insurgentes muçulmanos que atuam na região são os possíveis autores do ataque.

Na semana passada, dois soldados perderam a vida e cerca de 20 ficaram feridos durante a explosão de três bombas alegadamente colocadas pelos rebeldes.

Os atentados com armas ligeiras, assassínios e ataques com explosivos são frequentes nas províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, no sul da Tailândia, apesar do destacamento de 40 mil membros das forças de segurança e da vigência do `estado de exceção`.

Mais de 6.700 pessoas morreram em confrontos na zona desde que o movimento separatista muçulmano recomeçou a luta armada em 2004, depois de uma década de acalmia, segundo a organização Deep South Watch.

O último Governo eleito da Tailândia iniciou em 2013 o diálogo com os insurgentes desta região, de maioria malaia e muçulmana, mas este foi interrompido após o golpe de Estado de 2014.

A junta militar tentou recomeçar as conversações com militantes veteranos no exílio, das quais parte da Frente Nacional Revolucionária, o principal grupo insurgente, se demarcou.

Os rebeldes dizem ser alvo de discriminação por parte da maioria budista e exigem a criação de um Estado islâmico que integre as três províncias que foram o antigo sultanato de Patani, que a Tailândia anexou há um século.