As autoridades indonésias elevaram esta terça-feira o alerta, na sequência da erupção do vulcão Merapi na segunda-feira, e ordenaram a evacuação parcial da ilha de Java, depois de criada uma zona de exclusão.

A população residente num raio de três quilómetros a partir do topo do vulcão Merapi deve sair de suas casas", disse o porta-voz da agência de gestão de desastres indonésia, Sutopo Purwo Nugroho, em comunicado.

Pelo menos 660 residentes abandonaram a zona de perigo estabelecida pela agência e dirigiram-se para refúgios situados em edifícios públicos, acrescentou.

A agência geológica da Indonésia decidiu elevar o nível de alerta de "normal" para "cuidado", numa escala de quatro níveis, devido ao aumento da atividade vulcânica.

Quatro erupções consecutivas, entre segunda-feira e esta madrugada, terem lançado uma coluna de cinzas, com 3.500 metros de altura, que caiu sobre uma dezena de povoações no distrito de Sleman, a sul da cratera do Merapi.

Não existem quaisquer relatos de vítimas e os voos no aeroporto de Adi Sucipto, na cidade de Yogyakarta, não foram afetados. O aeroporto situa-se a cerca de 30 quilómetros a sul do vulcão.

O Merapi, de 2.968 metros de altura, é um dos mais de 120 vulcões ativos existentes na Indonésia.

Em 2010, 347 pessoas morreram e mais de 20 mil pessoas tiveram de ser retiradas evacuadas devido a uma erupção do Merapi.

O arquipélago indonésio situa-se sobre o chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica, que regista cerca de sete mil sismos por ano, a maioria dos quais moderados, e na qual existem 127 vulcões ativos.