O governo russo é acusado pela empresa norte-americana de cibersegurança, CrowdStrike, de montar uma campanha de espionagem em favor dos interesses económicos nacionais.

O diretor de tecnologia da empresa de cibersegurança, Dmitri Alperovitch, disse à Reuters que «os ataques foram incentivados pelo governo russo, com o objetivo de ajudar a indústria do país a manter a competitividade». Segundo o mesmo, Moscovo começou a utilizar a ciberespionagem para promover os «interesses económicos» do país.

De acordo com a CrowdStrike, as vítimas incluem empresas da área tecnológica. Algumas perderam mesmo propriedade intelectual valiosa. A CrowdStrike recusou-se a detalhar essas perdas e a designar o nome das vítimas, citando os termos de confidencialidade relacionados com a investigação. De acordo com a Reuters, não foi possível obter depoimentos do Ministério do Interior russo.

Apesar de, em 2005, os investigadores de cibersegurança terem acusado o governo chinês de encabeçar campanhas de espionagem contra várias corporações, Alperovitch afirma que «o governo russo segue este modelo» e é a primeira vez que está vinculado a ciberataques a empresas.

Afirmou ainda que a CrowdStrike tem acompanhado as atividades deste grupo e são indicadores técnicos e de análise, relativamente a alvos escolhidos e dos dados roubados, que levam a crer no envolvimento de Moscovo. «Estamos muito confiantes quanto a isso», assegura Alperovitch.

De acordo com o relatório da empresa de cibersegurança, as vítimas de espionagem incluem empresas europeias das áreas da energia, da defesa, da tecnologia, além de órgãos governamentais. Empresas da construção e da transformação nos Estados Unidos, na Europa e no Médio Oriente também foram alvos citados no relatório.