A Catalunha está esta quinta-feira a votos para escolher um novo parlamento regional. As eleições regionais foram convocadas por Madrid depois de Mariano Rajoy ter destituído a “Generalitat” (governo regional) liderada por Carles Puigdemont.

Cinco milhões e meio de eleitores escolhem entre os defensores da unidade de Espanha ou os defensores da independência da região.

No último dia em que foi possível apresentar sondagens, a uma semana do ato eleitoral, ninguém tinha maioria. No entanto, o aumento da taxa de participação e a transferência de votos dentro de cada bloco torna o resultado imprevisível. 

Os partidos constitucionalistas (contra a independência) estão à frente nas intenções de voto. Apesar disso, os independentistas teriam mais lugares no parlamento regional.

O Cidadãos (constitucionalista) lidera a sondagem com intenções de voto entre os 23% e os 25%. Em segundo surge a Esquerda Republicana da Catalunha (independentista) com 20% a 23%, mas que teria mais deputados porque a lei eleitoral dá mais força aos partidos independentistas.

O parlamento regional tem 135 lugares e a maioria atinge-se aos 68 lugares.

O processo eleitoral começou às 09:00 desta quinta-feira (08:00 em Lisboa), depois de terem sido constituídas as mesas eleitorais em toda a região autónoma espanhola.

Para as eleições regionais estão abertas 8.247 assembleias de voto, mais 935 do que nas eleições anteriores, realizadas em setembro de 2015.

Um total de 5.885 assembleias de voto localiza-se em Barcelona, 825 em Girona, 534 em Lleida e 1.003 na província de Tarragona.

As urnas vão ficar abertas até às 20:00 (19:00 em Lisboa).

Um total de 5.554.394 de eleitores, mais 0,79% do que nas eleições de 2015, tem direito a voto nas eleições, que vão eleger os 135 deputados que constituem o parlamento catalão e que determinam a escolha do presidente da região autónoma.

Os partidos separatistas (Juntos pela Catalunha, ERC e CUP) ganharam as eleições regionais em 2015 com 72 deputados, o que lhes permitiu formar o Governo que avançou para o referendo de autodeterminação de 1 de Outubro, que foi considerado ilegal pelo Estado espanhol.

As eleições foram convocadas pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, a 27 de outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional.