O governo de Hong Kong mantém a firme posição em seguir a insistência da China em selecionar os candidatos à liderança do executivo local por um comité pró-Pequim.

O primeiro encontro entre responsáveis governamentais e líderes estudantis desde que começaram os protestos durou cerca de duas horas.

No final,  a vice-chefe do Executivo da Região Especial Administrativa Chinesa  definiu o diálogo como «construtivo», mas avisou: «S e os estudantes não aceitarem esta posição, receio que vamos continuar a manter perspetivas diferentes».

O governo de Hong Kong  manifestou, no entanto, disponibilidade para prosseguir as conversações com os dirigentes do protesto pró-democracia.  «O diálogo será certamente o primeiro de diversas rondas de conversações», disse Carrie Lam.

O governo de Hong Kong e representantes do movimento pró-democracia iniciaram esta terça-feira um diálogo difícil, após mais de três semanas de manifestações que têm perturbado o funcionamento da megalópole chinesa.

O encontro, transmitido em direto pelas televisões locais, decorreu numa pequena sala da faculdade de medicina, na presença de cinco delegados estudantis e cinco representantes do executivo, incluindo Lam.

Na origem do movimento de protesto em Hong Kong está a decisão de Pequim de conceder à população da antiga colónia britânica a possibilidade de, em 2017, eleger diretamente o seu líder de Governo, num processo que, no entanto, estará limitado à escolha prévia dos candidatos por um comité eleitoral que Pequim acaba por controlar.

Os manifestantes não aceitam a posição política de Pequim e querem escolher livremente o seu líder sem entraves nem escolhas prévias dos candidatos.